quinta-feira, março 26, 2009

quarta-feira, março 25, 2009

mandala do dia

do livro "mandalas de al-alaluz", que já indiquei aqui
escaneei todas as imagens e fico agora brincando com elas, no paint mesmo

domingo, março 01, 2009

mais delicatessen



lembrei dessa foto, uma minha e uma dele.

digite seu nome no google

esse título não é meu. é de um texto de outra ana elisa, a ribeiro (a original) no digestivo cultural. é bacaníssimo! pra quem gosta de cultura digital, é um prato cheio.

entrei no google e digitei delicatessen. apareceu um monte de coisa bacana, fiz uma seleção das melhores:

[1]
banda brasileira que mistura jazz e bossa nova. sonzinho bom de escutar. a voz dela é uma alento.
delicatessen jazz

[2]
loja de bebidas, comestíveis, acessórios e utensílios, há 11 anos no mercado. tudo coisa fina. do rio.
planeta sonho

[3]
delicatessen no wikipedia
delicacies, fine foods, delicious things.
wiki delicatessen

[4]
restaurante bacaninha em são paulo. gostei do papel de parede.
ak delicatessen

[5]
site de design italiano. tem ilustrações, vídeos e outras coisas, todas bacanérrimas.
delicatessen

[6]
trailer do filme de marc caro e jean-pierre jeunet. inspiração pura.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

sidare, saudade ou desejo sideral

deixar de ver os astros
e de sentir os rastros
do seu cheiro
que vem de longe
cantando

Muito bacana no carnaval bacana foi saber, no Beco das Palavras do Museu da Língua Portuguesa, que desejo é uma palavra derivada do verbo desidero, que por sua vez deriva-se do substantivo sidus (mais utilizado como sidera), que significa constelações. Sidera é empregada como palavra de louvor. Na astrologia, ela é empregada para indicar a influência dos astros sobre o destino humano. Sideratus (ou siderado) é atingido ou fulminado por um astro. De sidera vem considerare, que significa examinar com cuidado, respeito e veneração - e desidare significa cessar de olhar (os astros), deixar de ver os (astros).

Uma forma poética para falar em saudade, em sentir falta, em deixar de, desidare, desejar.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009


Fiquei pensando sobre o que postar sobre o Carnaval, e antes de ter preguiça e apelar pra confetes e serpentinas lembrei-me de um livro que comprei por R$14,90, em uma dessas bienais do livro de BH.

Tenho a imagem nítida na cabeça de quando voltei feliz da vida para casa com o meu exemplar de A Antropologia da Face Gloriosa, de Arthur Omar. Não conhecia nada sobre o cara, mas fiquei encantada com aquelas imagens fortes, fulminantes mesmo, iluminadas. As 76 fotografias do livro compuseram uma exposição no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio e de São Paulo de 2001.

Foi legal lembrar do livro porque, pela primeira vez, resolvi pesquisar sobre ele. Fiquei sabendo que as tais fotografias foram tiradas por uma câmera 35mm, analógica, simplezinha mesmo, sem nenhum controle de tempo, abertura, exposição, nada. Omar, durante 25 anos, sai pelas ruas do Rio com sua Nikon (não consegui descobrir qual), para "colher as experiências fulminantes do transe carnavalesco". Segundo ele, "a face gloriosa é a expressão de alguém que está passando por um momento de transe, por uma experiência alterada da consciência, por um estado superior ao seu estado normal, isto que pode acontecer com qualquer um a qualquer momento, despercebidamente. A diferença é que no carnaval as pessoas estão pré-dispostas a passar por estes momentos, o que torna a captura de faces gloriosas mais fácil nesta época". Entendi perfeitamente o que ele quis dizer. Tenho conhecimento de causa.

Outra coisa bacana que ele diz sobre as fotos: “pude perceber a diferença de algumas expressões que eram usuais em 70 e já não são mais usadas hoje em dia, o mesmo acontece com roupas, com maquiagens e com a própria atitude dos foliões."

Mais: "faz parte da Antropologia ... a interação do fotógrafo, se eu usasse uma tele perderia este fator essencial. No carnaval as pessoas se preparam para ver e serem vistas, faz parte ela se exibirem para as câmaras. Não é preciso nenhum voyerismo, com uma lente que mantenha o fotógrafo afastado. Quase não preciso abordar as pessoas para fotografá-las, elas se oferecem. O meu trabalho é desmontar a pose artificial que elas preparam e encontrar o verdadeiro êxtase".

Depois, no laboratório é ele faz a diferença. O filme que ele usava (Tri-X) é revelado de um jeito, no mínimo, curioso e inspirador: Omar escola uma música ao acaso, e o filme fica no revelador sendo mexido de acordo com o ritmo da melodia. O resultado, claro, é sempre distinto.

O livro é um luxo. Melhor ainda ter comprado ele por R$14,90. Vi na Estante Virtual por R$40,00. Hahahaha. Mas vale a pena, as imagens são maravilhosas.

Sobre o êxtase do carnaval, esse ano será mais contido, mas não mesmo interessante: estou indo agorinha pra Sampa. Benedito Calixto, Liberdade, Centro Histórico e outros passeios turísticos. Claro que vai ter que rolar um sambinha. Se alguém tiver alguma sugestão para essa empreitada, será muito bem vinda!

E bom Carnaval pra todo mundo!!!

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

homenagem ao b.o.

Itamar e Beleléu sabem muito bem o valor literário de um boletim de ocorrência.



"Deixa de conversa mole, Luzia, porque senão eu vou desconcertar a sua fisionomia."
Um luxo isso.